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Consultas

Consultas eletivas, e com prévio agendamento.

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Exames Clínicos

Colheita de dados que constituirão a base do diagnóstico.

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Exames Laboratoriais

Exames e testes realizados em laboratório de análises clínicas.

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Proc. Clínicos

Realização de pequenos procedimentos clínicos e cirúrgicos.

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Dúvidas Comuns

O início da puberdade é uma fase de grandes mudanças na vida de uma menina: o corpo começa a mudar, a menstruação chega, a boneca vai ficando de lado, surgem novos hábitos… Por outro lado, muitos pais não sabem lidar com esta situação, em que percebem que não tem mais um “bebê”em casa e vêem a filha se transformando numa mulher. É nesta hora que surge a pergunta: “quando levar minha filha ao ginecologista pela primeira vez”?

Na verdade, não existe uma hora certa para isso. O ideal é que nessa fase haja um diálogo permanente e aberto entre os pais e a filha. Muitas vezes, as meninas podem se sentir envergonhadas para falar sobre esse assunto e pode ser até que não saibam qual o papel do ginecologista. Por isso, a orientação dos pais é muito importante, mas deve-se respeitar os limites da garota, deixando-a à vontade para determinar quando procurar o médico. Existem algumas situações, no entanto, que exigem avaliação médica especializada, tais como:
Corrimento vaginal
Alterações menstruais
Coceira genital
Lesões genitais
Nódulos mamários
Retardo no aparecimento dos caracteres sexuais secundários (ausência de desenvolvimento de pelos pubianos e mamas até 13 anos e/ou ausência de menstruação até 16 anos)
Precocidade dos caracteres sexuais secundários (aparecimento de pelos pubianos ou broto mamário antes dos 8 anos)

Além dessas situações, o início da vida sexual torna a visita ao ginecologista obrigatória. O ideal é que a consulta ocorra antes da primeira relação para que a menina seja orientada em relação à prevenção de gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis. Esse é um momento que serve também para solucionar eventuais dúvidas e medos. É importante que haja, por parte dos pais, compreensão, diálogo e respeito à individualidade da filha neste período.

O ideal, portanto, é que a menina se sinta segura para ir ao ginecologista pela primeira vez. Dessa forma, a relação médico-paciente se estabelece de forma adequada, possibilitando uma futura vida ginecológica e sexual mais saudável.

A infecção urinária é um problema muito comum entre as mulheres e que causa grande desconforto, caracterizando-se pela vontade de urinar o tempo todo e ardência durante a micção.

Uma das explicações para a grande frequência deste tipo de infecção no sexo feminino é a anatomia da mulher: a vagina fica muito próxima do ânus e a uretra feminina é mais curta que a dos homens (tem aproximadamente 3 centímetros). Esses fatores facilitam para que as bactérias presentes no intestino e que contaminam normalmente a região anal atinjam a bexiga.

Na maior parte das vezes, a infecção fica restrita na bexiga, quadro conhecido como cistite infecciosa. Os sintomas mais frequentes são: dor, ardência, sensação de urgência para urinar e até sangramento. A cistite é conhecida como infecção urinária baixa e geralmente não tem gravidade. No entanto, os casos não tratados ou tratados de forma inadequada podem complicar, uma vez que pode ocorrer a “subida” das bactérias em direção ao rim, quadro conhecido como pielonefrite. Esta é uma infecção grave, caracterizada por febre, dor nas costas e mal estar geral.

O tratamento adequado da infecção urinária nos estágios iniciais pode evitar maiores complicações. O ideal é procurar um médico logo que aparecerem os primeiros sintomas. O diagnóstico é feito por exame de urina tipo 1 e urocultura. O tratamento geralmente é feito com antibióticos, que podem ser de curta ou longa duração, dependendo do caso.

Abaixo estão listadas algumas orientações que podem ser úteis para evitar a infecção urinária:
Urinar após o ato sexual
Higienizar corretamente a vagina após urinar ou defecar, limpando sempre de FRENTE para TRÁS
Ingerir

A endometriose é uma doença que se caracteriza pela presença de tecido endometrial (aquele que reveste a camada interna do útero e sofre descamação durante o período menstrual) fora de sua localização habitual. Pode estar localizado em vários órgãos, sendo os pélvicos os mais acometidos, principalmente ovários, parte externa do útero, tubas uterinas e, menos freqüentemente, bexiga e reto.

Os estímulos hormonais que ocorrem a cada ciclo menstrual irão provocar sangramento onde houver tecido endometrial, inclusive nos focos de endometriose, causando irritação e inflamação locais. Como conseqüência, o quadro clínico se manifesta geralmente por cólicas menstruais, cuja intensidade varia de acordo com o grau de acometimento da doença.

Outros sintomas freqüentemente apresentados são: dispareunia (dor durante a relação sexual), dor às evacuações e/ou às micções, irregularidade menstrual e infertilidade.

O diagnóstico de certeza só pode ser realizado através de cirurgia (laparoscopia exploradora), no entanto, o exame físico bem realizado associado a outros exames (como ultra-sonografia pélvica/transvaginal, dosagem sangüínea do CA-125, ressonância magnética) podem fornecer indícios da doença.

O tratamento varia de acordo com o grau de acometimento da doença e pode ser clínico, cirúrgico ou a combinação de ambos.

A compreensão da doença e de seus mecanismos é importante para o sucesso de qualquer tratamento. A abordagem multidisciplinar, incluindo atividade física aeróbica e psicoterapia de apoio, tem grande impacto na melhora do quadro clínico.

Compreender a doença é o primeiro passo para tratá-la.

O objetivo do tratamento da endometriose é impedir a progressão da doença e aliviar os sintomas. Os fatores que determinam qual o melhor tratamento são: idade, dor, extensão e localização dos focos de endometriose, desejo de engravidar.

Os tipos de tratamento disponíveis são:

Tratamento Clínico:
Analgésicos – tem uso limitado, principalmente durante os períodos de crise.
Anticoncepcionais orais – atuam inibindo a ovulação a atrofiando os focos de endometriose.
Progestagênios – promovem atrofia dos focos. Podem usados por via oral, intramuscular, implante subcutâneo ou DIU de progesterona (ex: Mirena®)
Análogos de GnRH – promovem uma diminuição na produção dos hormônios ovarianos levando a atrofia dos focos de endometriose.

Tratamento Cirúrgico:
Dependendo do caso, muitas mulheres portadoras de endometriose são encaminhadas à laparoscopia, procedimento que além de confirmar o diagnóstico permite que seja realizada a ablação dos focos de endometriose, avaliação de toda a cavidade abdominal e pélvica e abordagem de endometriomas localizados nos órgãos pélvicos e abdominas.

Endometriose x infertilidade:
A endometriose é a causa da infertilidade de aproximadamente 10 a 15% dos casais. Dependendo do caso, a ablação dos focos por laparoscopia pode solucionar o problema ou pode ser indicada fertilização in vitro.

É importante que mulheres portadoras de endometriose sejam avaliadas por ginecologistas experientes na abordagem da doença, uma vez que são muitas as opções de tratamento.

O verão é época de sol e muito calor, aumenta a incidência da candidíase vaginal, infecção causada pelo fungo Candida sp., que tem como principal sintoma o prurido (coceira) vulvar, muitas vezes intenso. Faz parte do quadro clínico da doença também a presença de corrimento esbranquiçado e hiperemia (vermelhidão) da vulva. É uma afecção que acomete tanto homens como mulheres, mas geralmente os sintomas são mais intensos nas mulheres.

E por que justamente no verão aumentam os casos de candidíase? Isso ocorre pelo uso prolongado de roupas de banho úmidas na praia ou na piscina, além do uso de calcinhas de lycra ou de outro material sintético e de calças jeans apertadas. Esses fatores fazem com que aumente o calor e a umidade locais, propiciando a proliferação do fungo.

As principais medidas para evitar a candidíase nesta época do ano são: usar calcinhas de algodão, evitar o uso de calças apertadas ou de materiais sintéticos, dar preferência ao uso de saias, evitar ficar muito tempo com o mesmo biquíni molhado na praia ou na piscina e, caso apresente alguns dos sintomas acima, procure logo seu ginecologista.

Bom verão!

O herpes genital, uma das doenças sexualmente transmissíveis mais prevalentes em todo mundo e a principal causa de úlceras genitais, é causado pelo vírus herpes simples (HSV). Existem dois tipos de HSV: o HSV-1 (comumente associado ao herpes labial) e HSV-2 (mais associado ao herpes genital). Ambos os tipos virais podem ser transmitidos pelo contato com secreções infectadas de origem oral, genital ou anal. Os vírus multiplicam-se no local da inoculação e, após a instalação da infecção primária, migram pelas terminações nervosas locais até atingirem os gânglios sacrais, onde permanecem latentes até que haja algum estímulo para sua replicação, como luz solar, febre, desidratação, estresse.

O quadro clínico da doença caracteriza-se pelo aparecimento de múltiplas vesículas que coalescem e evoluem para úlceras e erosões dolorosas. As lesões podem aparecer no períneo ou na mucosa da vagina ou da uretra, podendo estar acompanhadas de secreção vaginal ou uretral, dor para urinar e aumento de gânglios. A associação com sintomas sistêmicos (febre, cefaleia e mialgia) é comum. Normalmente, as lesões se resolvem espontaneamente em até duas a quatro semanas.

O primeiro episódio de herpes genital é, muitas vezes, assintomático. Recorrências são comuns, principalmente no primeiro ano após o contato inicial com o vírus. Os portadores apresentam, em média, cinco episódios ao ano, frequência que tende a diminuir nos anos subsequentes. As recorrências são, em geral, mais leves e menos prolongadas que o episódio inicial.

O tratamento dos episódios de herpes genital tem como objetivo o controle dos sintomas, diminuição do tempo de duração da lesão e menor taxa de transmissão. Indivíduos com mais de seis episódios da doença por ano são candidatos a terapia antiviral supressiva.

Os principais antivirais utilizados são: aciclovir, valaciclovir e fanciclovir.

Durante a gestação, a prevenção da transmissão neonatal deve ser realizada por terapia antiviral. Gestantes que apresentam lesão por HSV recente devem ser submetidas a cesárea.

A relação entre os níveis de vitamina D e a proteção contra vários tipos de infecções vem sendo amplamente estudada.

Estudo publicado na revista The Journal of Infectious Diseases em junho de 2016, que analisa a presença de infecção genital pelo vírus Papiloma Vírus Humano (HPV) e os níveis séricos de vitamina D de 2353 mulheres sexualmente ativas, observou que a prevalência de infecção genital pelo HPV esta associada com níveis mais baixos da vitamina.

Mais estudos são ainda necessários para estabelecer a real relação entre as duas condições, no entanto, ele sinaliza mais um beneficio da manutenção dos níveiscadequados da vitamina D e a importância da mesma no sistema imune.

Hoje em dia, a mulher pode contar com inúmeros métodos anticoncepcionais para um adequado planejamento familiar. Veja aqui quais são os principais métodos disponíveis atualmente.

Camisinha: método de barreira seguro e barato que além da anticoncepção protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

Anticoncepcional Oral(“Pílula”): existem inúmeras formulações, sendo as mais modernas as de BAIXA DOSAGEM. Geralmente vêm em cartelas com 21 comprimidos, devendo realizar pausa de 7 dias entre as cartelas.

Anticoncepcionais Injetáveis: podem ser mensais ou trimestrais. É um método prático, com menor taxa de “esquecimentos”, que são comuns com o uso da pílula.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU): boa opção contraceptiva, de baixo custo e com duração de até 7 anos. Existem 2 tipos: DIU de cobre e DIU de progesterona, que libera hormônio com ação local no útero.

Implante Subcutâneo: dispositivo introduzido sob a pele, geralmente na parte interna do braço, com duração de 3 anos. Libera o hormônio PROGESTERONA de forma contínua.

Anel Vaginal: deve ser colocado no fundo da vagina, onde é mantido por 3 semanas. Apresenta liberação contínua de hormônios. É um método novo, discreto e com boa eficácia.

Implante Transdérmico: adesivo que apresenta também liberação contínua de hormônio. Troca a cada 7 dias. Seu uso vem crescendo ultimamente por ser um método seguro e de fácil manuseio.

Contracepção Cirúrgica: é um método DEFINITIVO que consiste na obstrução das trompas na mulher (LAQUEADURA TUBÁREA) ou dos ductos deferentes no homem (VASECTOMIA). Realizada em casos selecionados, devendo o homem ou a mulher ter mais de 25 anos e pelo menos 2 filhos vivos ou nos casos de risco de vida ou à saúde da mulher.

Contracepção de Emergência: administração de pílula que contém progesterona em alta dosagem, em duas doses com intervalo de 12 horas, sendo que a primeira deve ser iniciada até 72 horas do coito desprotegido. Como diz o nome, este método deve ser usado somente nos casos de EMERGÊNCIA.

Como todo medicamento, os anticoncepcionais têm suas indicações e contra-indicações.

Procure o seu ginecologista para saber qual o melhor método para você.

A osteoporose é uma doença óssea caracterizada pela diminuição na quantidade de mineral existente no osso e também por uma alteração na sua qualidade estrutural. Essas alterações determinam um aumento no risco de fratura, que é a conseqüência mais temível para quem sofre desta doença.

Estudos demonstram que a osteoporose e as fraturas osteoporóticas são as principais causas de morbidade entre as mulheres menopausadas.

O diagnóstico da osteoporose é feito através da medida da densidade mineral óssea utilizando principalmente o exame de Densitometria Óssea (DO).

Vale ressaltar, entretanto, que mulheres sem o diagnóstico densitométrico de osteoporose podem sofrer fraturas. Isso porque, apesar de apresentarem uma perda mineral óssea menor (osteopenia), possuem uma qualidade estrutural óssea ruim.

A avaliação da qualidade mineral óssea é feita através dos chamados fatores de risco para fratura osteoporótica. Esses fatores traduzem a qualidade do osso e devem sempre ser monitorados nas mulheres menopausadas.

Os principais fatores de risco para osteoporose e fraturas osteoporóticas são os seguintes:

Fatores de Risco Não Modificáveis
História Familiar de Osteoporose ou de fratura causada pela Osteoporose.
Fratura Prévia por fragilidade.
Sexo Feminino.
Etnia Caucasiana ou Asiática.
Idade > 65 anos.
Baixo peso durante infância até adulto jovem.
Uso crônico de corticóides.

Fatores de Risco Modificáveis

Tabagismo
Baixo Peso (menor que 57 kg) e Baixo Índice de Massa Corporal (IMC < 19)
Baixa ingestão de cálcio
Alcoolismo
Doenças Crônicas (Artrite Reumatóide, Parkinsonismo, Hipertireoidismo)
Uso de medicamentos (Corticóides, L-Tiroxina, Inibidores de aromatose).
Deficiência Visual Quedas frequentes
Sedentarismo

A indicação do tratamento medicamentoso dessa doença é feita através da avaliação conjunta das informações contidas na DO e da presença ou não dos fatores de risco expostos. O tratamento pode ser dividido em comportamental e farmacológico.

Tratamento Comportamental

1. Atividade Física Melhora e manutenção da força muscular com impacto positivo no equilíbrio diminuindo o risco de quedas. Manutenção da densidade mineral óssea em coluna lombar e fêmur. Potencialização dos benefícios do tratamento medicamentoso. Exercícios como caminhada, corrida e musculação diminuem a taxa de perda óssea e parecem favorecer a formação óssea por osteoblastos em mulheres menopausadas. Exercícios de fortalecimento da musculatura extensora do dorso diminuem o risco de fratura de corpo vertebral.

2. Dieta A ingesta adequada de cálcio significa uma redução da perda óssea em mulheres na peri e pós-menopausa e diminui o número de fraturas em mulheres acima de 60 anos. Manter o nível de cálcio sérico adequado é a chave para qualquer tratamento de proteção óssea. Recomendações: Ingesta diária recomendada de cálcio deve ser entre 800 e 1500mg por dia, dependendo da idade e condição clínica. A ingesta de fibratos, fitatos e oxalatos diminui a absorção intestinal de cálcio. A ingesta de dieta gordurosa diminui a absorção intestinal de cálcio. Recomenda-se que mulheres com mais de 50 anos de idade consumam cerca de 1.200 mg de cálcio ao dia, preferencialmente através da dieta. Quando impossibilitadas de fazê-lo através de fontes nutricionais, fundamentalmente através do leite ou de derivados lácteos, é recomendável que recebam suplementos de cálcio.

3 – Hábitos de Vida Exposição solar por 5 a 10 minutos diariamente para melhorar produção de vitamina D. Evitar o tabagismo. A nicotina possui efeito negativo no osso. Mulheres na pós-menopausa e tabagistas possuem risco aumentado para fratura de fêmur. Evitar o consumo excessivo de álcool. O uso de 2 ou mais doses de álcool aumenta o risco de fratura.

Tratamento Farmacológico

1. Suplementação Cálcio: as necessidades do cálcio sofrem variações individuais e com a idade das pacientes. Após a menopausa, observa-se um balanço negativo de cálcio que leva a progressiva perda de massa óssea nesta etapa da vida. De igual modo, os constituintes da dieta e os fármacos indicados para o tratamento da osteoporose influenciam os requerimentos de cálcio Vitamina D: essencial para aumentar a eficácia de absorção de cálcio no intestino.

2. Medicamentos

Terapia de Reposição Hormonal (TRH): possui ação anti-reabsortiva, mas tem indicação para prevenção de osteoporose.
Raloxifeno: administrado por via oral na dose diária de 60 mg/dia.
Bisfosfonatos: existem diversos tipos dessa classe de medicamento, que costuma ser a primeira linha de tratamento para osteoporose.
Alendronato: pode ser administrado por via oral nas doses de 10 mg por dia ou 70 mg por semana.
Risedronato: administrado via oral nas doses de 5 mg por dia, 35 mg por semana ou 150 mg mensais.
Ibandronato: administrado por via oral na dose de 150 mg por mês ou injetável na dose de 3 mg a cada 3 meses.
Ácido Zoledrônico: administrado de forma intravenosa na dose de 5 mg por ano por 2 anos.
Calcitonina: as doses recomendadas são de 100 a 200 UI/dia na forma de spray nasal e de 50 UI a 100 UI/dia por via intramuscular.
Ranelato de estrôncio: O ranelato de estrôncio é recomendado na dose de 2,0g por dia por via oral.

Menopausa significa a data da última menstruação. Parar de menstruar é o sinal clínico de que o ovário perdeu sua capacidade de ovular e produzir hormônios. Muitas mulheres encaram isso de uma forma negativa e estigmatizada, mas o fato é que esse momento não é melhor nem pior que qualquer fase da vida, apenas diferente.

Vale ressaltar que com o aumento da expectativa de vida, as mulheres estão vivendo quase um terço de suas vidas na pós-menopausa. Assim, o entendimento dessa fase se faz cada vez mais necessário para que ela possa ser vivida da melhor maneira possível.

Da mesma forma que a primeira menstruação muda a vida de uma menina – afinal, ela descobre sua sexualidade e o começo de uma fase fértil, a menopausa traz alterações físicas e psicológicas significativas para a mulher.

O segredo para encarar e viver essa nova fase é estar na frente dos sintomas e das repercussões negativas que a falta do estrogênio pode proporcionar. Prevenção e tratamento correto são fundamentais para uma vida saudável no climatério.

Há a necessidade de uma conversa franca com seu ginecologista para o esgotamento de todas as possibilidades preventivas e terapêuticas para alcançar uma excelente qualidade de vida nesta fase.

PRINCIPAIS TRANSFORMAÇÕES E SINTOMAS
Os primeiros sintomas ocorridos nesta fase devem-se à interrupção da produção ovariana do hormônio estrogênio.

Ondas de calor – a queda do estrogênio leva a um “desarranjo” do termostato central do corpo, fazendo com que ocorram alterações abruptas na temperatura corpórea. Isso leva à ocorrência de ondas de calor que classicamente começam na região do tronco e sobem para o rosto. Elas ocorrem a qualquer momento do dia e podem ou não estar associadas a rubor facial e suor.

Secura vaginal – com a queda do estrogênio, há um ressecamento de pele e mucosas, já que a produção de ácido hialurônico, responsável pela retenção de água, fica diminuída. Com esse ressecamento, a mucosa vaginal fica áspera, seca, menos elástica e suscetível a coceiras e infecções.

Sono – o sono pode ficar prejudicado principalmente pela ocorrência das ondas de calor noturnas, que fazem com que a mulher acorde repentinamente.

Sexualidade – pode ocorrer dor durante a relação sexual devido à secura vaginal. Alem disso, são comuns queixas relacionadas a alteração no desejo, diminuição da frequência e da satisfação sexual.

Psicológicos – são comuns e se manifestam na forma de nervosismo, irritabilidade, depressão, melancolia, choro fácil, labilidade emocional e alterações de humor. Acredita-se que o estrogênio atue diretamente no sistema nervoso central e sua falta acarretaria tais sintomas. Os mecanismos exatos dessa atuação são desconhecidos, existindo várias teorias. Ao que tudo indica, a atuação principal seria nos níveis das aminas biogênicas, particularmente a dopamina e a noradrenalina.

Osteoporose – após a menopausa, as mulheres começam a perder massa óssea de maneira acelerada e aumentam a chance desenvolver osteoporose. Sem dúvida há variações individuais, mas toda mulher deve estar atenta para essa doença e realizar medidas preventivas ou até mesmo fazer tratamento. As principais medidas preventivas são exercício físico, dieta rica em cálcio, banho de sol e diminuição da ingestão de café, álcool e tabaco.

Doenças cardiovasculares – com a menopausa, as mulheres têm o seu risco cardíaco aumentado. Isso ocorre devido ao caráter protetor do estrogênio em relação às doenças cardíacas. Na menopausa, há uma chance aumentada de alteração dos níveis de colesterol, da pressão arterial, do metabolismo da insulina (predispondo ao diabetes) e do acúmulo de gordura abdominal, que possibilita o desenvolvimento de placas gordurosas na parede dos vasos arteriais.

TRATAMENTO
Toda mulher que entra no climatério tem que ter o entendimento de que ela está em um novo momento da sua vida e de que o seu corpo irá mudar. Dessa forma, é mandatório que suas atitudes e alguns hábitos também mudem.

Orientação Nutricional
Antes da discussão de qualquer terapêutica medicamentosa, há a necessidade de uma orientação nutricional. A mulher menopausada precisa entender que o seu metabolismo mudou e não dá para manter a mesma dieta do período dos 20 anos de idade. Na menopausa, aumentam as chances de aumento do colesterol no sangue, do acúmulo de gordura na barriga e do risco de diabetes.

As refeições devem ser respeitadas e no intervalo entre elas deve ser ingerido algo leve e nutritivo. A dieta não pode ser hipercalórica, devendo diminuir a quantidade de frituras e do excesso de carboidratos. Devem ser valorizados os alimentos ricos em cálcio e vitamina D para prevenção da osteoporose.

Exercício Físico
O sedentarismo nesta fase costuma ser cruel, com um ganho de peso de forma rápida. Diferente do que ocorre em outras épocas, o acúmulo de gordura costuma ocorrer no abdome e não mais em culotes e nádegas. Diz-se que devido a esta alteração do acúmulo de gordura, as mulheres na menopausa deixam de ter o corpo em forma pêra e passam a tê-lo em forma de maçã. Essa gordura acumulada de forma central não é bem metabolizada, levando a maior risco de aumentar o colesterol e, consequentemente, aumentam também as chances de doenças cardiovasculares.

Assim, é necessária a realização de atividade física que corresponda a uma caminhada de 30 minutos por dia.

Terapêutica Medicamentosa
As possibilidades terapêuticas para aliviar os sintomas menopáusicos são diversas. Elas variam de acordo com a eficácia, segurança e indicação. É importante discutí-las com seu ginecologista antes de optar por qualquer delas.

Terapia de Reposição Hormonal – medicação eficaz para o tratamento dos sintomas da menopausa. Possibilita também melhora do perfil lipídico (colesterol), previne a osteoporose e as alterações uroginecológicas (secura vaginal, incontinência urinária). Precisa ser discutida com o ginecologista, pois existem diferentes tipos e alternativas posológicas, além de indicações e contra-indicações precisas.

Antidepressivos – os mais utilizados são os inibidores seletivos da recaptação da serotonina e são indicados basicamente para o tratamento das ondas de calor e alterações de humor. Podem cursar com boca seca, diminuição do apetite, náuseas, constipação e insônia.

Gabapentina – estudos recentes demonstram uma resposta positiva desta medicação para o tratamento das ondas de calor. São efeitos adversos a sonolência, a fadiga, a palpitação cardíaca e o inchaço.

Fitoterápicos – são substâncias que mimetizam a ação do estrogênio. Sua principal indicação esta na diminuição das ondas de calor. Não possuem a mesma eficácia da terapia hormonal e os riscos associados a ela são poucos conhecidos. O fitoterápico mais utilizado é a Black Cohosh (Cimicifuga racemosa). O trevo vermelho (Trifolium pratense) também é bastante utilizado e parece ser eficaz. E, finalmente, os isoflavonóides derivados da soja (isoflavonas), que são principalmente a daidzeína e a genisteína, também são indicados.

1- O que é “exame de Papanicolaou”?
A colpocitologia oncótica, conhecida como “teste de Papanicolaou” ou “exame preventivo”, é um exame utilizado no rastreamento do câncer de colo uterino que identifica alterações nas células causadas pelo vírus HPV.
A realização do teste de forma rotineira é uma forma de prevenção do câncer de colo uterino.

2- Como ele é feito?
A técnica do exame consiste na coleta (com uma espátula e uma escovinha) de uma pequena amostra de células da superfície do colo do útero e das paredes vaginais através do exame especular (quando o espéculo ou “bico de pato” é gentilmente inserido na vagina), geralmente realizado com a mulher em posição ginecológica. O exame não dói, mas algumas mulheres relatam desconforto leve.
O material colhido pode ser disposto em uma lâmina ou em um frasco contendo uma solução específica. A amostra é então enviada ao laboratório onde será preparada e examinada microscopicamente por uma patologista.

3- O exame de Papanicolaou serve pra diagnosticar corrimento?
Não. O “Papanicolaou” ou colpocitologia oncótica tem o objetivo de rastrear lesões precursoras do câncer de colo uterino e, portanto, não tem papel na investigação de corrimento ou outros quadros infecciosos agudos do trato genital inferior.

4- Quem deve fazer o exame?
Mulheres que já iniciaram vida sexual devem fazer o exame a partir dos 25 anos, de acordo com as novas diretrizes do Ministério da Saúde (2016).

5- Quem nunca teve relação sexual deve fazer o “teste de Papanicolaou”?
Não, uma vez que mulheres que nunca tiveram relação sexual não foram expostas ao HPV, o qual é considerado fator de risco necessário para o desenvolvimento da doença.

6- O exame deve ser colhido anualmente?
A frequência da coleta do exame é um assunto controverso.
É importante que as consultas ao ginecologista sejam anuais. Seu médico indicará a frequência da coleta do exame de acordo com sua faixa etária e seus antecedentes pessoais.
De acordo com a atual recomendação do Ministério da Saúde, lançada em 2016:
Os dois primeiros exames devem ser realizados com intervalo anual e, se ambos os resultados forem negativos, os próximos devem ser realizados a cada 3 anos.
O início da coleta deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram ou têm atividade sexual. O rastreamento antes dos 25 anos deve ser evitado.
Os exames periódicos devem seguir até os 64 anos de idade e, naquelas mulheres sem história prévia de doença neoplásica pré-invasiva, interrompidos quando essas mulheres tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.
Para mulheres com mais 64 anos de idade e que nunca se submeteram ao exame citopatológico, deve-se realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos os exames forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas de exames adicionais.

Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Cancer de Colo de Utero – INCA 2016 (PDF)

7- Meu papanicolaou veio alterado. E agora???
Existem diversos tipos de alterações da colpocitologia oncótica. Algumas mais graves, outras menos graves. É importante que seu ginecologista esteja ciente das alterações para que possa conduzir o caso de maneira satisfatória.

8- Estou grávida. Posso fazer o “teste preventivo”?
Sim. O pré-natal é uma ótima oportunidade para a coleta da colpocitologia oncótica, se indicada. É importante que o médico ou enfermeiro sejam delicados na coleta, já que o risco de sangramento é maior.

9 – O “teste de Papanicolaou” é a mesma coisa que “teste para HPV”?
Não. A colpocitologia oncótica é um exame que identifica alterações celulares precursoras do câncer de colo uterino causadas pelo vírus HPV. Não é um teste específico para o vírus. Existem exames de biologia molecular específicos para a identificação do vírus HPV, como a captura hídrida ou a hibridização in situ. Em outra oportunidade, conversaremos sobre esses testes.